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O sistema monetário do Império do Brasil (1822–1889) usava o réis, modelo herdado de Portugal. A moeda não era decimal, o que tornava os valores altos e a contagem mais complicada. A unidade básica era o real, sendo o mil-réis (1.000 réis) o valor mais usado no dia a dia. Grandes quantias eram medidas em Contos de Réis, equivalentes a um milhão de réis.
As moedas eram feitas de cobre, prata e ouro, conforme o valor. As de cobre serviam para valores baixos, as de prata para valores médios e o ouro para valores altos. Um exemplo famoso é o patacão, de 960 réis. Durante o reinado de D. Pedro II, tornaram-se comuns moedas de bronze e cuproníquel com a imagem do imperador.
A partir de 1833, o papel-moeda passou a circular com mais frequência. Mesmo sendo um sistema antigo e diferente dos modelos decimais usados na Europa, o padrão réis permaneceu estável durante boa parte do Império e continuou em uso mesmo após a Proclamação da República, em 1889.